Designer

Setembro 7, 2007

Natureza do trabalho

Os designers combinam a criatividade e o conhecimento técnico para conceber e recriar espaços e produtos visuais e materiais, atendendo à sua finalidade e procurando que sejam visualmente agradáveis. A sua função é gerir com uma finalidade específica os elementos visuais presentes no seu objecto de trabalho, nomeadamente a sua forma, tamanho, espaço, cor, peso, materiais, textura ou simbolismo (o que representa ou pode representar), consoante as suas características. O seu trabalho incide sobre espaços exteriores, interiores e paisagísticos, públicos ou privados, equipamentos urbanos, produtos e objectos de fabrico industrial e artefactos de comunicação. Os campos de intervenção dos designers são, assim, muito diversos, pelo que a maioria tende a especializar-se numa determinada área de trabalho. O design de comunicação, o design industrial, o design de moda e têxtil e o design de espaços são alguns dos principais campos de actividade destes profissionais.

As funções dos designers assentam em procedimentos e práticas comuns, independentemente da sua especialização. Em primeiro lugar, analisam e identificam os propósitos do objecto ou espaço a conceber, isto é, a sua finalidade, propondo soluções técnicas, estéticas e funcionais para a sua concepção. Por norma, quando o trabalho é encomendado, o designer reúne com o cliente (pessoa ou empresa), para auscultar as suas ideias e especificar os requisitos do trabalho, propondo-lhe indicações relativamente ao estilo, segurança e outros aspectos inerentes à sua intervenção. Estuda, então, essas especificações, leva a cabo as pesquisas necessárias, concebe e elabora os desenhos e empreende os contactos necessários para assegurar a viabilidade das suas soluções técnicas no que diz respeito aos custos, calendarização e regulamentos em vigor, após o que submete as suas ideias à apreciação do cliente, socorrendo-se de esboços, protótipos, desenhos à escala, modelos e outras amostras. Após a discussão com o cliente, inicia-se a produção do design final. Nesta fase, o designer orienta e supervisiona os trabalhos de construção, fabrico ou produção do seu projecto no âmbito de equipas multidisciplinares, assegurando o cumprimento dos requisitos e introduzindo as alterações necessárias.

Em suma, os designers geram novos conceitos, ideias e relações entre elementos, com base na sua criatividade. Esta é, todavia, condicionada por uma série de factores, tais como a utilidade ou a finalidade dos produtos, a sua viabilidade tecnológica, as tendências existentes, os prazos impostos, os requisitos do cliente, a aceitabilidade do mercado, as exigências técnicas, o orçamento financeiro estipulado e os critérios de manutenção, segurança e fiabilidade.

Para além das funções inerentes à concepção e ao acompanhamento da execução de projectos por si concebidos e elaborados, o designer pode ainda desenvolver a sua actividade no âmbito da pesquisa e investigação. Assim, cabe-lhe elaborar pareceres sobre aspectos formais, tecnológicos ou funcionais sobre determinado material, produto ou processo; pesquisar e desenvolver novos conceitos, teorias ou métodos para a aplicação das suas ideias ou das de outros; elaborar comunicações científicas e relatórios; proferir ou assistir a conferências, seminários ou oficinas; ou ainda escrever livros, textos de apoio ou artigos.

O design de comunicação é levado a cabo, sobretudo, pelos designers gráficos. Estes criam imagens para livros, revistas, jornais, capas de discos, logotipos e anúncios publicitários, diversos suportes de comunicação de uma empresa (economato, sinalética, merchandising, cartazes, catálogos, folhetos informativos), entre muitos outros produtos, cuja função é estruturar e facilitar a mensagem, dado que a organização gráfica dos suportes de comunicação é essencial para a sua legibilidade. O designer gráfico trabalha principalmente a um nível bidimensional (superfícies planas) e o seu objectivo é transmitir graficamente uma informação ou uma mensagem a um determinado público, fazendo uso de cores, linhas, palavras, ilustrações, etc.

O designer industrial e de produto dedica-se ao projecto de equipamentos e objectos de produção em massa, tais como carros, utensílios domésticos, brinquedos, equipamentos eléctricos e electrónicos, loiças, tecidos, mobiliário e objectos de decoração. A área industrial inclui também o mobiliário urbano (marcos de correio, cabinas telefónicas, paragens de autocarro, etc.) e equipamentos diversos a utilizar em escritórios, espaços recreativos e desportivos, entre outros. Nesta área, o principal objectivo é servir as necessidades específicas dos utilizadores, considerando princípios ergonómicos, funcionais, materiais e económicos. Para a concepção de um produto para determinado mercado, é essencial conhecer esse mercado, identificando os aspectos culturais que podem condicionar a aceitação do produto concebido. O designer de industrial e de produto deve, pois, humanizar o produto que concebe, combinando o talento artístico com as características técnicas do produto, de forma a criar um design atractivo e simultaneamente funcional, capaz de servir as necessidades do utilizador e tornar o produto competitivo no mercado.

O designer de moda é especialista na criação de peças de vestuário e acessórios. Estuda, planeia e cria desenhos e/ou modelos para novos produtos, tendo em conta as tendências da moda para uma dada estação (quente ou fria), a definição do mercado alvo – de acordo com o poder de compra, género (masculino ou feminino), idade e estilo de vida (vestuário clássico, desportivo ou de trabalho) dos potenciais consumidores e as matérias têxteis disponíveis. Neste sentido, escolhem materiais com base nas suas cores e propriedades, atendendo quer aos custos, quer às técnicas de confecção a utilizar, quer a padrões de conforto e estética. Trabalham, sobretudo, com base em encomendas, devendo cumprir as indicações dadas pelos clientes ou pela entidade empregadora. Os estilistas integram-se também no design de moda, mas os seus modelos são concebidos dentro de um estilo próprio e têm em vista o lançamento de uma colecção. O designer têxtil trabalha na concepção de matérias têxteis (tecidos, fios, malhas, padrões), tendo em atenção as tendências da moda para uma determinada estação (quente ou fria), desenvolvendo, portanto, um trabalho anterior ao do designer de moda, que a ele recorre para desenvolver o seu próprio trabalho.

O design de espaços interiores e exteriores refere-se principalmente à concepção de espaços culturais, comerciais, industriais, domésticos, religiosos, desportivos, de lazer ou de recreio. O espaço físico de uma casa, empresa ou cidade é uma manifestação da sua cultura e identidade. Assim, ao designer de ambientes cabe a organização física dos espaços e a distribuição física dos elementos que o compõem, com propósitos de habitabilidade, conforto e circulação, de modo a criar relações harmoniosas com os seus utilizadores. Para tal, contribuem factores como a iluminação, as cores, a circulação pelo espaço, a disposição dos elementos nele inseridos, etc. O seu trabalho incide sobre espaços interiores – casas privadas, escritórios, lojas (vitrinismo), hotéis e restaurantes ou empresas –, ou ambientes exteriores, em especial espaços públicos. O design de ambientes/espaços urbanos implica uma colaboração multidisciplinar, onde é actualmente equacionada a promoção da qualidade de vida nas cidades, que se traduz na eliminação de barreiras arquitectónicas, no acesso a todos os tipos de população, na defesa do ambiente e na segurança dos utilizadores, aspectos que devem presidir à concepção de projectos de design para este tipo de espaços.

Mais recentemente, devido à crescente e generalizada utilização da Internet enquanto meio de comunicação por excelência, surge a figura do webdesigner, a quem cabe conceber a estrutura gráfica de um sítio na Internet (website), conferindo-lhe legibilidade, navegabilidade e a capacidade de fidelização do utilizador. A construção de um sítio na Internet exige, para além de conhecimentos na área da informática, a capacidade de organização de conteúdos, de forma a facilitar a leitura, consulta e navegação pelas diversas áreas do sítio.

Sendo a capacidade e o desejo de inovar uma qualidade fundamental nesta área, os designers devem ser pessoas imaginativas e curiosas, atentas ao que se passa em seu redor e no mundo. Dado que as tendências da moda e o gosto do público estão em constante mudança, estes profissionais devem estar abertos a novas ideias e influências. A capacidade de comunicar as suas ideias visual e verbalmente e de compreender os outros são igualmente importantes. Tecnicamente, é muito útil que tenham habilidade para o desenho (e respectiva prática), uma forte sensibilidade às cores e às formas, um sentido de proporção e equilíbrio entre elementos e a capacidade de visualizar antecipadamente o resultado final do seu projecto. Uma boa cultura geral e a vontade constante de aprender e pesquisar também são recomendáveis.

O conhecimento dos processos técnicos é um outro requisito exigido a estes profissionais, pois devem saber acompanhar as suas ideias até ao final da sua execução. Um designer que trabalha na indústria gráfica, por exemplo, deve perceber de composição e impressão gráficas, da mesma forma que um designer empregado na indústria do calçado deve perceber de moldes e de confecção. Por outro lado, a maioria dos trabalhos exigem alguma pesquisa prévia. Um designer publicitário, por exemplo, necessita de perceber fenómenos psicológicos e sociais, designadamente no que se refere ao consumo de massas. Do mesmo modo, a criação de um logotipo para um espaço cultural implica um conhecimento prévio do mundo do espectáculo, da vida artística, do próprio centro e das iniciativas que vai levar a cabo, entre outros aspectos.

O design constitui uma das áreas mais beneficiadas pela inovação tecnológica, pelo que estes profissionais devem estar atentos às novas tecnologias, em particular as de âmbito informático. Hoje em dia, cada vez menos se projecta manualmente, pois existe software de apoio para esse efeito. Um deles é o computer-aided design (CAD), o qual é muito útil em algumas especialidades do design (nomeadamente na área industrial), pois permite a simulação tridimensional do objecto ou espaço, ou seja, a sua visualização numa infinidade de perspectivas. Além de conseguir dar uma ideia de como será o aspecto final do produto a desenvolver, este software permite reduzir o custo e tempo necessários para a criação de um modelo ou protótipo. Os designers de interiores, por exemplo, podem também usar o computador para criar diferentes versões de um determinado espaço. As imagens podem ser inseridas, editadas e substituídas, permitindo ao cliente visualizar diferentes propostas. Os computadores são também largamente utilizados pelos designers da área da comunicação, nomeadamente na composição gráfica de livros, revistas e jornais.

Emprego

Apesar de se encontrar em crescimento, o mercado de trabalho dos designers portugueses é ainda pequeno e bastante competitivo, o que se deve a dois factores principais. Por um lado, trata-se de uma profissão relativamente recente no nosso país – o ensino do design começou a ter expressão apenas no final dos anos 60, início dos 70 –, não existindo uma procura generalizada no mercado de trabalho nacional. Por outro lado, o desenvolvimento que esta actividade registou nos últimos anos levou à proliferação de cursos nesta área (de nível superior e não-superior) e ao rápido aparecimento de uma mão-de-obra que se revelou excessiva face às oportunidades de emprego existentes.

As potencialidades do mercado de trabalho diferem, no entanto, de especialidade para especialidade, levando a que as oportunidades de emprego não sejam idênticas em todas as áreas do design. Os designers da área da comunicação, por exemplo, são aqueles que mais ofertas de trabalho têm tido, em virtude do crescimento que a comunicação social e a publicidade têm registado nos últimos anos. A sua actividade é normalmente desenvolvida em agências de design e de publicidade, empresas gráficas produtoras de jornais, revistas, folhetos e cartazes, editoras livreiras e discográficas e departamentos de publicidade e imagem de empresas. Embora a procura destes profissionais tenha sido, até agora, razoável, esta é uma área extremamente competitiva e na qual é mais visível o excesso de oferta. Apesar de ainda oferecer possibilidades de expansão, o sector da publicidade é ainda muito sensível aos períodos de recessão económica, com consequências na procura destes profissionais.

O design industrial, por seu lado, ainda se encontra em fase de afirmação, pois as empresas industriais começaram apenas recentemente a recorrer com mais frequência à colaboração dos designers. A principal razão desta procura prende-se com as necessidades de sobrevivência e competitividade que as nossas empresas enfrentam face ao panorama do mercado único europeu, levando-as a investir na modernização dos seus produtos. Nesta área, as ofertas de trabalho têm sido proporcionadas, sobretudo, pelos sectores do calçado, dos têxteis, do mobiliário, da cerâmica e do vidro.

Os designers de moda e de interiores são aqueles que mais dificuldades sentem no mercado de trabalho, sobretudo os que pretendem trabalhar por conta de outrem. As oportunidades de emprego assalariado dos designers de moda, por exemplo, limitam-se quase totalmente às empresas de confecção de vestuário. Alguns trabalham, ainda, como figurinistas na produção de espectáculos, onde são responsáveis pela confecção do vestuário e dos acessórios dos artistas.

O estabelecimento por conta própria, através da criação de uma micro-empresa ou atelier, parece ser a forma que oferece aos designers maiores possibilidades de sucesso no mercado de trabalho. Esta situação deve-se ao facto de as empresas preferirem, cada vez mais, subcontratar este tipo de serviços (através de concursos, por exemplo), uma vez que as suas necessidades são, por vezes, pontuais e não justificam o recrutamento de designers para os seus quadros. Além disso, os particulares representam uma procura significativa deste tipo de serviços, designadamente em especialidades como o design de interiores ou de moda. A criação de um atelier é, todavia, muito difícil, sobretudo nos primeiros anos de estabelecimento, pois é necessário obter recursos financeiros e procurar clientes antes de se conseguir eventualmente ganhar algum prestígio no mercado. Dadas as dificuldades, alguns designers optam por se associar na criação de uma micro-empresa.

A maior procura de serviços de design localiza-se nos grandes centros urbanos, designadamente nas cidades de Lisboa e Porto e respectivas periferias, embora se registe uma presença significativa destes profissionais em algumas cidades do centro do País. Os profissionais da área do design industrial encontram-se mais dispersos no mercado de trabalho, pois a procura dos seus serviços ocorre nas várias regiões do país onde existem empresas do sector industrial. Muitas vezes, em virtude do tipo de indústria localizada na região, verifica-se a procura de profissionais especializados – é natural, por exemplo, que na Marinha Grande exista procura de profissionais especializados em vidros e cristais, nas Caldas da Rainha em cerâmica e na região de Braga em têxteis.

Formação e Evolução na Carreira

A formação académica exigida para que qualquer técnico desta área possa usar o título profissional e praticar os actos próprios da profissão é de nível superior, portanto, a licenciatura. No entanto, a formação em Design é muito variada, pois existem diversas ofertas formativas nos mais diferentes níveis de qualificação, desde cursos de formação profissional a licenciaturas (v. http://www.acessoensinosuperior.pt e também http://www.iefp.pt e http://www.cpd.pt, por exemplo). Além dos cursos estritamente vocacionados para a profissão de designer, existem outros afins, com conteúdos curriculares igualmente relevantes neste domínio, tais como de desenho, tecnologias de comunicação e artes gráficas, artes decorativas e realização plástica do espectáculo.

Apesar de os planos curriculares poderem variar bastante, as ofertas formativas nesta área procuram conciliar duas vertentes essenciais para a formação de um designer: a técnico-artística e a teórica. Por norma, são leccionadas disciplinas técnicas que dão a conhecer aos alunos os materiais, as tecnologias e as técnicas e práticas ligadas à realização de um trabalho de design: desenho, materiais, CAD, técnicas gráficas, fotografia, estética, etc. As disciplinas desta natureza devem constituir oportunidades para a realização de experiências e investigações. Na vertente teórica, é comum leccionarem-se disciplinas como história de arte, história do design ou teoria da comunicação, além de disciplinas complementares como marketing, sociologia ou economia. Os cursos especializados numa determinada área de design possuem disciplinas específicas da especialidade (por exemplo, modelagem, nos cursos da área de moda).

Os designers devem procurar complementar, aperfeiçoar e actualizar a sua formação sempre que possível, uma vez que o gosto do público, as tecnologias, os materiais e as próprias tendências do design estão em constante mudança. Além disso, como esta actividade está em contacto com outras – comércio, publicidade, produção, marketing, etc. –, é útil possuir conhecimentos nestas áreas. Para esse efeito, podem ser frequentados cursos de formação profissional e pós-graduações (por exemplo, um mestrado em Gestão do Design). Estes cursos são também úteis para aqueles que, após frequentarem um curso geral em Design, optam por se especializar numa determinada área. Quem frequentar um curso que não transmita bons conhecimentos de informática – em particular, no que se refere ao CAD – deve, ainda, tentar obter essa formação complementar.

Durante a carreira, e principalmente no seu início, é importante que um designer crie um bom portfolio (a colecção e apresentação dos seus melhores trabalhos), o qual serve para demonstrar aos seus clientes as suas potencialidades profissionais. A realização de um estágio na fase final do curso constitui também um factor importante, dado que, além de criar currículo, permite ao estudante estar inserido num contexto real de trabalho e adquirir experiência profissional.

A evolução na carreira depende muito da situação laboral em que se exerce a profissão. Quem trabalha por conta de outrem, inicia habitualmente a sua carreira na qualidade de estagiário, passando a designer júnior e, em seguida, a designer sénior. Após vários anos de experiência, alguns designers optam por se estabelecer por conta própria. A evolução profissional dos que trabalham por conta própria é particularmente visível através da clientela e dos trabalhos realizados, no que se refere ao seu número, qualidade e importância.

Condições de Trabalho

As condições e os locais de trabalho dos designers variam muito, sobretudo em função da sua situação laboral. Aqueles que trabalham por conta de outrem, numa empresa ou num gabinete de design, trabalham geralmente com um horário regular e em instalações adequadas ao seu trabalho. Estas devem ser bem iluminadas (de preferência, com luz natural), sossegadas e apetrechadas com o suporte tecnológico necessário. Por vezes, é preciso realizar horas extraordinárias, sobretudo quando se trabalha em projectos com prazos curtos de execução.

Os que desenvolvem a sua actividade por conta própria trabalham no seu próprio atelier, alugado ou, à falta de meios para adquiri-lo, nas suas próprias casas, individualmente ou em sociedade com outros colegas de profissão. As horas de trabalho diárias são muito irregulares e dependem directamente do número de projectos, existindo períodos de trabalho intenso e outros em que este escasseia. Por vezes, o ritmo de trabalho depende também da disposição do designer, uma vez que o seu trabalho é essencialmente criativo. Nos períodos mais sobrecarregados, são normais as situações de stress, bem como as horas de trabalho nocturno e aos fins-de-semana. Além do trabalho de design, estes profissionais (principalmente os que se encontram em início de carreira) despendem tempo em visitas a potenciais clientes, na apresentação e promoção dos seus serviços. A capacidade de gerir o tempo é, assim, bastante importante para os profissionais liberais, sobretudo para os que não têm meios para contratar assistentes ou pessoal administrativo nas situações de maior trabalho.

Algumas condições são ainda específicas a certas especialidades. Por exemplo, é habitual os designers de moda visitarem feiras, salões e exposições da especialidade, nacionais e estrangeiras, para conhecerem as tendências da moda, cores e tecidos. Os cenógrafos, especialmente os que se dedicam à produção de cenários de televisão, têm horários bastante irregulares e podem ter de trabalhar durante muitas horas seguidas. O ritmo da produção televisiva pode ser muito acelerado e estes designers são, muitas vezes, chamados a fazerem rápidas alterações nos cenários.

Perspectivas

As perspectivas para os próximos anos são positivas, uma vez que apontam para a afirmação crescente do design no mercado nacional. Esta é uma actividade relativamente recente no nosso país e é de prever que as empresas venham a recorrer cada vez mais aos serviços dos designers, pelas mesmas razões que recorrem actualmente aos profissionais da área da publicidade e do marketing. Espera-se que esta tendência venha a ser particularmente visível no nosso sector industrial, onde se acredita que a aposta no design é uma necessidade premente face aos desafios criados pelo mercado único europeu e às crescentes exigências do mercado de consumo (no qual os clientes privilegiam não apenas a funcionalidade, mas também a estética). A força desta tendência será, contudo, maior ou menor, consoante a evolução da economia e da indústria e o reconhecimento por parte dos empresários da importância do design para o sucesso dos seus negócios.

Garantido é o facto de a inovação tecnológica continuar a beneficiar o trabalho dos designers. Esta área é muito sensível às novas tecnologias e materiais e a tendência actual é para que estes profissionais venham a dispor de um maior volume de informação (através da Internet, por exemplo) e de um maior suporte tecnológico para o desenvolvimento dos seus projectos. É igualmente previsível a criação de um maior número de especializações, em virtude da evolução tecnológica aplicada aos diversos sectores de actividade. Espera-se, por exemplo, que o designer de multimédia – responsável pela concepção gráfica de produtos de multimédia – venha a ser uma figura profissional comum.

No entanto, nem todas as expectativas são optimistas. O número de cursos surgidos nos últimos anos nesta área deixa adivinhar a continuação do excesso de profissionais perante as oportunidades de trabalho do mercado, indiciando uma competitividade crescente entre os designers. É, por isso, fundamental estar atento às novas técnicas, aos novos materiais e ao que se faz em design noutros países. Um espírito observador e a vontade de investigar sobre as potencialidades da sua área são trunfos de que nenhum designer deve prescindir para obter sucesso no mercado de trabalho.

http://www.dgct.msst.gov.pt/profissoes

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