Agosto 31, 2007

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http://www.rhythmoflines.co.uk/

Mulher & Homem

Avaicho os intelectuais!

Contava-se antes do 25 de Abril uma anedota em que dois amigos conversavam num café. Perguntava um: «Quantos são 2 mais 2?» E o outro: «Quatro.» O primeiro de novo: «E quem foi o primeiro rei de Portugal?» «Acho que foi D.Afonso Henriques…» «Põe-te a pau, pá, que a PIDE anda atrás dos intelectuais!» A PIDE acabou entretanto, mas os intelectuais têm boas razões para continuarem desassossegados. Saber quantos são 2 mais 2 e quem foi o primeiro rei de Portugal (ou que a água ferve a 100 graus e que o ângulo recto é 90…) é ainda hoje algo capaz de suscitar mais hostilidade social do que acender um charro no meio da missa e o melhor que tem a fazer quem sabe coisas como estas é não o confessar a ninguém.

«Intelectual» (normalmente diz-se «pseudo-intelectual») ou «académico» são os piores insultos que em Portugal se pode dirigir a um autóctone. E a suspeita de que alguém lê coisa diferente do Correio da Manhã e dos livros da D. Margarida Rebelo Pinto, ou que vê o canal Arte em vez de ouvir as prelecções do professor Marcelo, é suficiente para acabar com a carreira mais promissora. Pacheco Pereira no PSD, e Manuel Alegre ou Carrilho no PS, que o digam.

Alegre, ainda por cima, lê e escreve versos e, entre nós, «poeta» é injúria pior do que «intelectual». Aliás, é sabido que por sermos um «pais de poetas» que o défice público atingiu as épicas proporções que todos conhecem(…) Por sua vez, Carrilho é «filósofo» e chamar «filósofo» a alguém, sobretudo a um politico (mas não só: imagine o leitor que o vizinho lhe chama «filósofo» numa reunião do condomínio, admitiria uma coisa dessas sem lhe dar logo um tabefe?), é tão ou mais grave que chamar-lhe «poeta».

Nas universidades, os estudantes que estudam em vez de copiar nos exames são «marrões» e os poucos que lêem são «ratos de biblioteca», sendo que o problema não é serem «ratos» (ser “rato” na politica, nos negócios, na vida em geral, é um elogio que se agradece com um sorriso de modéstia), o problema é serem, bleugh!, «de biblioteca». Um estudante «rato» é o que consegue tirar o curso sem ter lido um livro (…) enquanto o colega «intelectual» continua estupidamente encafuado na biblioteca a preparar o mestrado para poder inscrever-se num Centro de Emprego. (…)

Manuel António Pina, in Visão, 15 de Março de 2007 ”

http://www.mangacurta.com/artigos/kit-intelectual/

Theo Jansen

Agosto 27, 2007

Theo Jansen é um engenheiro artista que pretende estudar o progresso da mobilidade e esculpir o ar que nos rodeia dando-lhe vida, dimensão e forma, ultrapassando as fronteiras do que sabemos e sentimos.

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Obrigado Fontinha!! por este belo achado. Espero que se divirtam tanto quanto nós!! Simplesmente um génio.

Esta arte, a que se dá o nome de “Escultura Cinética“, consiste em trabalhos que possuam partes móveis, normalmente impulsionadas pelo vento ou pela mão do observador. As origens desde movimento datam de 1920, tendo como pioneiros os russos Naum Gabo and Antoine Pevsner.

A proposta que aqui fica de Theo Jansen é absolutamente admirável.

http://www.strandbeest.com/#

  Outros websites: Tim Prentice sodarace Strandbeest in YpenburgStrandbeest movies from Alexander Schlichter  

Homozapping

Agosto 3, 2007

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Homozapping é o título de uma curta-metragem realizada para a disciplina de Técnicas Avançadas de Apresentação, na ESTG-IPVC por Francisco Correia, Humberto Duarte, Ricardo Falcão e Patrício Brito. Ora, o argumento foi totalmente escrito e adaptado durante muito tempo nas profundezas da mente cerebral do nosso colega e amigo Ricardo Falcão. Até que, finalmente um belo dia, houve um bom pretexto para trazer este sonho à realidade!
Um sonho que para ele, e felizmente para nós (grupo), se tornou pura… realidade!
Valeu a pena, pela experiência em aprender a desenvolver um argumento, o guião técnico, o storyboard e finalmente a curta metragem!!! E que grande aventura essa, repleta de logística e percalços pelo caminho! Reconheço nesta faceta, uma grande dedicação e empenho por parte de todos em conseguir obter um resultado que nos encheu de orgulho! Mas, o que importa referir é que o filme existem e está aí para ser visto, amado ou odiado, criticado ou elogiado! Boa Sessão… -) (Patra)

ver filme; ver fotos; ver animax

WICKYE’s

Agosto 2, 2007

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ver fotos

Nud’art

Agosto 2, 2007

::: Roza Goneva

Roza Goneva

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fonte: nud’art

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site: http://www.leoburnett.com/ 

 

O MAIOR FESTIVAL DE VERÃO ESTÁ REPLETO DE BOAS SUPRESAS!!
2, 3, 4 e 5 de Agosto de 2007 na Zambujeira do Mar

THE CINEMATICS

Ah, Glasgow, tens tanto por que responder, como diria Morrissey, esse outro grande romântico. Neste caso, falamos dos The Cinematics, mais uma banda tão brilhantemente conseguida que nos faz pensar que é que colocam na água da Escócia. The Cinematics, então: quatro escoceses que começaram, como quase sempre nestes casos que terminam bem, por fazer versões dos The Clash, e mais tarde perceberam que tinham que escrever as suas canções. E se bem o pensaram, melhor o fizeram – “A Strange Education” (2007), o álbum de estreia, constitui uma lição bem prática na arte de fazer canções cativantes, simples, luminosas, tão britânicas como o chá das cinco. A produção de Stephen Hague, veterano de álbuns de nomes acima de quaisquer suspeitas (como New Order e Pet Shop Boys, por exemplo), dá o remate final de distinção e sedução a um disco que mostra uma banda a correr um sério risco de chegar às alturas dos Franz Ferdinand. Que também vêm de Glasgow… Um disco que colocará os presentes no dia 3 de Agosto no Festival Sudoeste TMN com vontade de vestir uma gravata fininha e um blazer às riscas. Elegância pura, estes The Cinematics.

Site Oficial: www.thecinematics.com

DAMIAN MARLEY
O apelido é curto, mas tem um peso extraordinário: Marley, de Bob. Damian é o filho mais novo da grande estrela do reggae, e aquele que mais perto está de alcançar os objectivos do progenitor. É Damian que confessa, ao falar das 14 canções de amor e guerra que compõem o último álbum “Welcome to Jamrock”: “Estamos a pegar no testemunho dos mais velhos que fazem música rebelde, somos os novos líderes da ‘old school’.” “Welcome to Jamrock” exibe uma panóplia estonteante das realidades das ruas da Jamaica, em que a violência, a pobreza e a marginalidade são rainhas. É, como diz aquele a quem chamam Jr. Gong, o som da verdade. Porque a verdade ao ser dita permite que as soluções para os problemas mostrem as suas faces. Sonoramente, é um disco que congrega de uma forma consistente muitos amores de portos diferentes. Antes de mais, o reggae clássico dos anos 70, ao lado do actual dancehall mais radical. Mas também não faltam contribuições vindas directamente da América onde Damian passa tanto tempo – ouve-se aqui muito R&B e hip hop. Quando chega ao palco, o MC/toaster Marley comanda, com benevolência mas pulso firme, as canções e os espectadores. São espectáculos de procura de verdade num século onde ela anda escondida.

CASSIUS

Na primeira madrugada do Festival Sudoeste TMN vamos todos ter outra vez 15 anos. A responsabilidade de tão grande tarefa de rejuvenescimento e alegria fica para os franceses Cassius, que fecham, já bem tarde, o dia 2 no palco principal. Nos pratos da dupla Philippe Zdar e Hubert Blanc-Francart vai estar o último álbum, exactamente “15 Years”. O prato principal a nível musical vai juntar alguma da melhor música de dança das últimas décadas: o duo gaulês recupera a house e o techno e junta-lhes a melhor sensibilidade pop e a implacável produção de origem electrónica. Quer atrás dos “decks” em DJ sets quer comandando uma banda ao vivo, como acontecerá na Zambujeira do Mar, põem qualquer multidão a dançar enquanto apimentam os ritmos com “riffs” de guitarra ou pedaços de dub e jazz. São sessões exuberantes em que sabemos que regularmente seremos surpreendidos com sons inesperados a adornar a base dançante – só não sabemos se serão um falseto gospel ou um cântico africano. O Sudoeste orgulha-se assim de apresentar os três grandes nomes do “french touch” que perfumou o final do milénio. Depois de Air em 2004 e Daft Punk em 2006, recebe agora os Cassius. “Bon soir”.

THE NOISETTES

Os The Noisettes partem de Londres com uma ideia nas suas cabeças: confundir e exasperar as cabeças e os ouvidos de quem os ouve. Expliquemo-nos: a sua música ostenta pedaços tão diversos como free jazz e guitarras speedcore. Às vezes ao mesmo tempo… São três. A vocalista e baixista Shingai Shoniwa é de origem zimbabweana, sobrinha de um dos Bundhu Boys e dona de uma senhora voz, que usa como uma cantora gospel bêbada. A sua prevista carreira de actriz terminou quando se juntou ao guitarrista Dan Smith, que aos 13 anos decidira aprender guitarra para poder juntar-se à banda de Jimmy Page. O terceiro elemento desta estranha troupe é um maníaco baterista, que clama ter passado anos da sua juventude sozinho em casa a tocar horas a fio até um determinado som de bateria lhe parecer perfeito. Devido aos acasos das fusões acabaram por se achar no rol da mítica editora Motown. Diana Ross provavelmente desmaiaria ao ouvi-los, mas um iconoclasta revolucionário e romântico como Marvin Gaye apreciaria. E o álbum de estreia, “What’s the Time Mr. Wolf?”, ainda pisca o olho a “Pulp Fiction” e ao grande Harvey Keitel. Como não adorar estes barulhentozinhos?

JAMES

Se existem bandas talhadas para animar, alegrar e emocionar grandes festivais, os James são claramente uma delas. Por isso, que felicidade para o Sudoeste TMN 2007 poder anunciar que o sexteto de Manchester está de novo reunido, após seis anos de costas voltadas, de novo a dar concertos – dia 5 de Agosto na Zambujeira –, e ainda a gravar novas canções. “Revitalizados” é a palavra utilizada pelo vocalista Tim Booth, que percebeu que colocar de novo em acção bandas separadas não é “uncool”, após assistir a concertos dos Pixies e de Bruce Springsteen com a renovada E Street Band. Melhores pontos de comparação, aliás, não poderia haver, para uma banda que conseguiu de forma brilhante superar as iniciais sombras lançadas pelos conterrâneos Smiths e desabrochar como uma grande máquina de juntar melodias serpenteantes, gosto pela experimentação (via produção de Brian Eno, por exemplo) e uma enorme força ao vivo. “Sit down”, relembremos, é um dos grandes hinos colectivos. Nela, os James celebram uma afirmação de solidariedade que só não conseguirá provocar arrepios (nem que seja um bocadinho) aos mais empedernidos cínicos. Um concerto desta banda é para quem gosta de estar em comunidade, em transmissão de vibrações. Mas, também, o Sudoeste TMN está recheado desta boa gente. Que bom, felicidade para os James e para todos nós.

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I’m from Barcelona

Agosto 1, 2007

We´re from barcelona!

About I’m From Barcelona

Fueled by love and vacation, Emanuel Lundgren writes a couple of explosive happy pop songs and decides to gather all his friends to put them on tape. His apartment turns into a friendly factory as people come and go loaded with banjos, accordions and kazoos. Some weeks (and lifetime memories) later, a homemade EP is finished and Emanuel collects almost all the 29 participants for a first and last live show in August 2005. What he thought was an ending was a beginning of numerous rumours and talk about this new and exciting band. One show soon turned into plenty. Swedish media goes out of control and bloggers all over the world starts sharing their knowledge about the Swedish big band. In only a couple of months more than 20 000 people have downloaded songs from the bands website. Today over 140 000 people have watched the video for We’re from Barcelona on the website youtube.com! The EP “Don’t Give Up On Your Dreams, Buddy!” is released on EMI Sweden in early 2006 and is followed up by the full length album “Let Me Intruduce My Friends”. A record full of euphoric pop gems and sing-a-long friendly choruses . The anthem “We’re From Barcelona” climbs the charts and the band is headed for a summer of festivals, including Primavera Sound in Barcelona. I’m from Barcelona embraces the do-it-yourself mentality and live it’s hard to say where the band ends and the audience begins.

site: http://www.imfrombarcelona.com/
myspace: http://www.myspace.com/imfrombarcelona