Festival Internacional de Cinema

Maio 23, 2007

15th Curtas Vila do Conde, 7-15 Jul'2007

Festival Internacional de Cinema

Preparando neste momento a 15ª edição, o Curtas Vila do Conde mantém aquela que é a sua característica mais vincada: a evolução. Ao invés de se acomodar a uma fórmula, o Festival escolheu, desde o início, focar a sua atenção na transformação e na mudança, mantendo-se atento a todas as manifestações que têm lugar no campo do cinema. É por isso que não só a filosofia de programação vai sendo regularmente modificada, para poder acompanhar os fenómenos emergentes no campo das artes e a evolução da linguagem cinematográfica e videográfica, como há também uma aproximação (e contaminação) às artes plásticas, de onde é normal saírem cada vez mais autores com novos trabalhos.
O Curtas constrói-se, então, em torno das secções de Competição Nacional e Internacional de curtas metragens. À volta deste núcleo gravitam as secções Work in Progress, um espaço de programação onde é habitual ver regressar alguns realizadores que, de algum modo, estiveram ligados ao passado do Festival, e o Take One!, onde a mais jovem geração de estudantes apresenta as curtas metragens de maior relevo entre as produzidas recentemente nas escolas de cinema do país.

A estas secções, acrescente-se ainda a recente criação do Remixed, uma nova e arrojada proposta de programação que promoverá interacções entre a criação visual, audiovisual e musical, e, ainda, da secção agora denominada InFocus, dedicada a autores em destaque especial, retrospectivando percursos individuais na realização cinematográfica e que aqui encontram muitas vezes a sua primeira grande apresentação em território nacional e, por vezes, europeu.

Este ano podemos ainda contemplar uma exposição de arte contemporânea onde o fio condutor é a obra de Alfred Hitchcock. Foram escolhidos trabalhos de autores que tem desenvolvido um trabalho reconhecido internacionalmente nessa aproximação/ exploração de um imaginário hitchcockquiano.

É também um projecto sobre a atracção das imagens. A atracção entre a arte contemporânea e o cinema.

Nos filmes de Alfred Hitchcoock não existe um tempo preciso mas um vórtice de pulsões. São filmes de suspense, ou seja, vivem em paragem, em suspensão de tempo. Os sonhos não têm tempo. A sua silhueta, como uma presença conhecida, passa discretamente, nas sequências dos seus filmes. Pode olhar-nos pela câmara. Alfred é real dentro dos seus sonhos.
É por isso que Spellbound, feito em colaboração com Salvador Dali, é um dos filmes que melhor decompõe esta sua visão analítica, surreal e perversa da realidade. As suas mulheres não existem: são heroínas que se vestem com uma elegância que é a depuração do sexo feminino em tweed; os seus heróis substancializam-se num chapéu e nos seus filmes o sonho veste-se de uma realidade americana que nunca existiu.

Tal como os filmes de Alfred Hitchcock vivem no interior das pulsões dos seus personagens, esta exposição vive do coeficiente pulsional que os trabalhos expostos podem vir a suscitar no público.

A secção In Focus, (retrospectivas de autor) irá revelar autores emergentes do panorama cinematográfico, bem como outros já consagrados. Este ano, um desses destaques é Peter Whitehead:

Nascido em Liverpool em 1937, Peter Whitehead é considerado como um dos mais importantes autores do cinema avant-garde do Reino Unido, estando entre um grupo de realizadores que abalou a industria cinematográfica europeia nas decadas de 60 e 70.

Apesar de inactivo desde o final dos anos 70, deixou documentos importantes que influenciaram uma série de jovens realizadores de cinema experimental na Europa e nos EUA e foi precedente da estética que se tornou popularizada como videoclip, antes do aparecimento da MTV. Da sua obra, destaques incontornáveis: Pink Floyd London 66-67 (1967), documentário dedicado a Syd Barrett (Pink Floyd); Tonite Let’s All Make Love In London (1968), outro filme que retrata uma Londres psicadélica, underground, no auge de perturbações politicas e revoluções musicais; Charlie is my darling: the Rolling Stones on tour (1968), filme raramente exibido, outro documentário histórico sobre os Rolling Stones, com imagens de uma época revolucionária e filmada através de uma abordagem inédita para a altura.

visita o site oficial www.curtas.pt

Como tem sido hábito, a programação de cinema do Festival vai ser acompanhada por eventos musicais e festas com Dj’s internacionais. Para a edição deste ano, grande parte dos Dj’s que irão marcar presença no [-3b] Clube do Festival, são dos mais reputados internacionalmente e, no caso de Rui Vargas, de maior renome a nível nacional.

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