TIPOGRAFIA / TIPOLOGIA

Maio 4, 2007

A Tipografia é conhecida como a impressão dos TIPOS e está desaparecendo com o desenvolvimento do computador. Tipologia é o estudo da formação dos tipos, essa por sua vez cresce a cada dia. Mas no final, a nomenclatura utilizada é tipografia, assim como fonte virou tipo, actualmente.
O termo tipo é o desenho de uma determinada família de letras como por exemplo: verdana, futura, arial, etc.
· As variações dessas letras (ligth, itálico e negrito, por exemplo) de uma determinada família são as fontes desenhadas para a elaboração de um conjunto completo de caracteres que consta do alfabeto em caixa alta e caixa baixa, números, símbolos e pontuação.

Os tipos constituem a principal ferramenta de comunicação. As faces alternativas de tipos permitem que você dê expressão ao documento, para transmitir instantaneamente, e não-verbalmente, atmosfera e imagem

“Tipografia é transformar um espaço vazio, num espaço que não seja mais vazio. Isto é, se você tem uma determinada informação ou texto manuscrito e precisa dar-lhe um formato impresso com uma mensagem clara que possa ser lida sem problema, isso é tipografia.”
– Wolfgang Weingart

Bom design é aquele que utiliza bem as potencialidades da tipografia.
Aliás, não é por acaso, que o conhecedor do design de qualidade, consegue ver pelos tipos de letra utilizados se, quem fez determinado projecto é ou não profissional.

Na era da Revolução Digital, também não é de admirar, que a tipografia seja uma área bastante complexa, recorrendo a tecnologias específicas e bastante avançadas, para obter o melhor resultado em ecrã, impressoras postscript, plotters, etc.

Falar em tipografia digital é falar em criação de famílias de tipos (para serem utilizados nos computadores pessoais em diversas aplicações, por exemplo), mas também na criação de logótipos, letterings, títulos, enfim, todo um universo tipográfico que recorra ao design de tipos para fins específicos e por vezes únicos (ex: logótipo).

TIPOLOGIA E DESIGN

O maior de todos os objectivos do designer gráfico é o bom senso e a criatividade bem aplicada. Ele precisa comunicar algo a alguém, e tem que chamar a atenção. A parte escrita é muito importante num projeto gráfico e saber utilizar de forma correta os tipos ou fontes é fundamental. Alguns passos São abordados na construção de uma página:

1. Contraste – É importante lembrar de algumas regras quando usar as fontes na composição: tamanho, peso, estrutura, forma, direção, cor.

E algumas regras valem como dicas permanentes na diagramação com tipos: fontes com serifa facilitam a leitura, mas cuidado, na tela do computador as serifas podem atrapalhar pois ficam serrilhadas nos pixeis. Fonte sem serifa é ideal para títulos, frases de cartaz, outdoor e textos de leitura rápida.

O alinhamento à esquerda também facilita a leitura. Cuidado com o contraste que forma a cor com o fundo: amarelo sobre branco tem uma leitura difícil, vermelho sobre verde vibra muito, branco sobre preto em texto longo cansa a leitura.

2. Repetição – é o que cria uma identidade visual com o leitor, estabelecendo uma hierarquia, utilize determinadas fontes em determinados pontos da sua página, como títulos, sub-títulos e em pontos estratégicos.

3. Alinhamento – centralize ou justifique quando o tema do seu site e o texto for formal, caso contrário procure utilizar o texto de forma mais livre e disponha conforme a sua criatividade e o bom senso permitirem. Há cinco maneiras básicas de organizar as linhas de composição em uma página :

  • Justificada : todas as linhas têm o mesmo comprimento e são alinhadas tanto à esquerda quanto à direita.
  • Não-justificada à direita : as linhas têm diferentes comprimentos e são todas alinhadas à esquerda e irregulares à direita.
  • Não-justificada à esquerda : as linhas têm diferentes comprimentos e são alinhadas à direita e irregulares à esquerda.
  • Centralizada : as linhas têm tamanho desigual, com ambos os lados irregulares.
  • Assimétrica : um arranjo sem padrão previsível na colocação das linhas.

4. Legibilidade – Talvez seja o ponto fundamental, é muito importante saber utilizar estilos de fontes em determinados casos, fontes desconstruídas e modernas se encaixam bem em sites modernos e jovens, fontes clássicas e manuscritas muitas vezes se encaixam bem em sites clássicos e sérios, fontes normais e sérias se encaixam perfeitamente em sites institucionais e moderados.

Classificação dos tipos

Fonte: é o conjunto completo de caracteres sob o mesmo estilo e em todos os corpos: caixa alta e baixa, sinais de pontuação, acentos e numerais.

Família de tipos: são todas as variações de uma fonte: Helvética Narrow, Helvética Narrow Bold, Helvética Narrow Bold Oblique.
Classificação

  • serifa triangular – elzevir, ex:Times New Roman
  • serifa linear – didot, ex:Bodoni
  • serifa quadrada – egípcio, ex: GeoSlab
  • ausência de serifa – antigo
  • sem serifa, ex: Helvética
  • semi sem serifa, ex: Optima
  • cursivas ( manuscritas ), ex: Thelly Alegro BT
  • fantasias, ex: Kidnap

Fontes digitais – Com o advento do computador a adobe desenvolve a linguagem postscript que possibilitou um novo formato de fonte, o vectorial.

  • fontes Adobe Type 1 – apresentam um nó a cada 90 graus, trazendo refinamento e precisão ao desenho do tipo. Para impressão
  • fontes True Type – apresentam um nó a cada 45 graus, portanto apresentam defeitos quando ampliados. Para saída web

Baseados em estudos feitos por Francis Thibedeau, em meados do século XVIII, na França, foi estabelecido as principais família de letras de imprensa. São elas:

Romana antiga
Criada pelos franceses no século XVIII, inspirada na escrita monumental romana, proporciona ao leitor um inconsciente descanso visual, alcançando o maior grau de visibilidade de todas as famílias.

Romana moderna
Criada pelos italianos no século XVIII, apresenta uma evolução dos romanos clássicos, Esteticamente agradáveis, trouxeram sensível melhora na legibilidade das letras.

Egípcia ou Serifa Grossa
Criada com o advento da revolução industrial, no século XVIII, tem como característica estrutural uma certa uniformidade nas hastes e serifas rectangulares.

Lapidária ou Sem Serifa
Criada na Alemanha no século XIX, possui caracteres com poucas variações em suas hastes, cujos arremates não possuem serifas. Indicada para a confecção de hastes e embalagens, mas desaconselhável para textos longos.

Cursiva
São as letras que não se encaixam em nenhuma das famílias já vistas. Elas têm hastes e serifas livres, o que as tornam as mais ilegíveis de todas, limitando seu uso a destaques, com número limitado de toques.

Estilo Antigo: baseiam-se na escrita à mão dos escribas, que trabalhavam com uma pena na mão. Possuem serifas sendo que na caixa baixa elas são inclinadas. Ênfase diagonal, transição grosso-fina moderada. Ex.: Garamond

Estilo dos Tipos

Estilo Moderno: em 1700, o aperfeiçoamento do papel, as técnicas mais sofisticadas de impressão e um aumento genérico dos dispositivos mecânicos foram factores que fizeram com que o tipo também se tornasse mais mecânico. Ênfase vertical, serifas horizontais e finas, transição grosso-fino radical. Ex.: Bodoni

Serifa grossa: surgiu com o conceito de propaganda depois da Revolução Industrial. Também chamada de tipo egípcio. Ênfase vertical, as serifas em caixa baixa são horizontais e grossas, pouca ou nenhuma transição grosso-fino nos traços. Ex.: New Century Schoolbook

Sem serifa: é o tipo chamado de sans serif. A ideia de remover as serifas foi um progresso tardio na evolução das tipologia e não obteve muito sucesso até o início do século XX. Não há serifa em parte alguma, não há transição grosso-fino nos traços, não há ênfase em nenhum dos eixos. Ex.: Antique Olive

Manuscrito: todos os tipos que parecem ser escritos à mão. Ex.: Ariston

Decorativo: são ótimos, engraçados, diferentes, fáceis de usar. Ex.: Shabby

PADRÕES PARA WEB

O produtor de conteúdo e o designer deve se preocupar com a padronização gráfica que adotará, respectivamente, na produção do texto e na solução gráfica da aplicação web.

Tipologia ou tipografia? Não use o termo errado.
Muita gente se engana quando usa o termo tipologia para se referir à classificação do desenho de letras do alfabeto e de caracteres usados para formar as palavras. Neste caso o tipo é outro.
Por Sergio D Stefano
Uma grande bobagem que tenho ouvido ao longo dos anos é a insistência no uso do termo tipologia a para classificação de tipos. Tipologia na verdade é um termo pertencente à taxionomia, a ciência das classificações, o estudo das características das diferenças entre objetos e seres vivos de toda espécie.
Nós temos a tipografia que, aí sim, é a arte e processo de criação de caracteres. A tipografia tem origem etimológica na implantação da impressão por tipos móveis na Europa, a partir do século XV. Portanto é a forma certa.
Muitos académicos, profissionais e universitários não usam o termo correto, talvez por falta de interesse sobre o tema ou vivência no assunto. Sei disso por experiência própria, pois meu trabalho de conclusão de curso na faculdade foi sobre tipografia. Parecia um assunto simples… mas não era.
Na prática a discussão sobre qual seria o termo correto – tipografia, e não tipologia – acabou trazendo problemas do começo ao fim do projecto. Mas felizmente algo importante ficou estabelecido.
O termo tipografia foi usado em todo o trabalho, em detrimento de tipologia, apesar da insistência de muitos. Mesmo na apresentação do projecto, um célebre arquitecto que fazia parte da banca examinadora bateu o pé quanto ao termo utilizado.
Qualquer pessoa que trabalhe na criação de sites tem muito a lucrar ao aprender um pouco mais sobre tipografia. De uns anos pra cá tenho participado de uma lista de discussão sobre tipografia muito interessante. Cadastre–se e terá informações de profissionais que estudam e se dedicam a esse fascinante tema.
actualizado em 04/10/07

2 Respostas to “TIPOGRAFIA / TIPOLOGIA”

  1. Vkthor said

    Quote: Sergio D Stefano
    Muita gente se engana quando usa o termo tipologia para se referir à classificação do desenho de letras do alfabeto e de caracteres usados para formar as palavras
    in Priberam, Língua Portuguesa On-Line http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx
    tipologia – s. f., ciência que tem por estudo os diversos tipos psicossomáticos humanos; estudo sistematizado dos caracteres tipográficos usados nos primeiros tempos da imprensa.
    Xrs.

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